Demorou mas aconteceu. A primeira leva de propaganda política por e-mail chegou nesta sexta-feira, dia 30 de julho. No início da mesma semana alguns candidatos participaram de conferências com os internautas via Twitcam.
Na semana anterior os dois principais candidatos à presidência resolveram ficar de fora do debate promovido pelos principais portais de Internet do país. Finalmente estamos experimentando o gostinho de uma campanha na era da inteligência coletiva.
Como de praxe, não hesitei em twittar meu pedido para não receber mais esse tipo de coisa. Faço isso com propagandas de cursos, com convites para batizados ou até com pedidos para ajudar a tirar gatinhos de árvores.
Eu sinceramente acho a propaganda política ruim nas mídias tradicionais. Tempos desproporcionais, imagens de cinema para prometer o impossível, ausência de discussão com o passado, ataques gratuitos… Então manifestei minha expectativa aos candidatos spammers sobre a campanha não precisar começar com o pé esquerdo também nas mídias sociais.
Não esperava resposta, mas ela curiosamente veio (ao menos de um dos candidatos):
Será que estaria acontecendo alguma coisa? Meus amigos e seguidores no Twitter, céticos, disseram para eu não esperar nada muito diferente disso.
Mas eu penso que algo está mudando. Vamos imaginar que esses e-mails sejam santinhos, ou sejam jingles veiculados por carros de som ou ainda sejam bandeiras agitadas nas principais avenidas da cidade. Jamais um candidato se desculparia por me entregar um santinho, por me fazer ouvir um jingle ou por atrapalhar a circulação da calçada com sua bandeira.
Queiram os céticos ou não, o grande diferencial da Internet é diminuir (e quem sabe um dia suprimir) a polarização dos fluxos comunicacionais: cada dia estamos vivendo um mundo mais todos-todos e menos um-todos.
Como bem disse o Silvio Meira, esse processo eleitoral poderia ser marcado por mais diálogo com as bordas, mas até agora parece que a mudança será pequena e, pelo menos na corrida aos grandes cargos, o debate se manterá no centro.
De um jeito ou de outro, estou satisfeito com a novidade. Não sei se a resposta veio da candidata ou de um dos seus assessores. O importante é que a resposta chegou, e veio num tom pessoal e cordial. Agora é esperar para ver se o outro candidato também responderá de alguma forma e quantos outros enviarão e-mails não solicitados.
Com a coerência de sempre, o cientista-chefe do C.E.S.A.RSilvio Meira discutiu na CBN o boicote dos principais candidatos à presidência da república ao debate promovido pelos maiores portais da Internet brasileira.
Meira enfatiza que embora apenas 25% das residências do país estejam conectadas com banda larga, a participação dos candidatos representaria, antes de mais nada, um movimento na direção da abertura, do diálogo, e de uma concepção menos um-todos do debate político.
Esses são os slides da palestra realizada no auditório da Estácio de Sá (22 de julho) depois da exibição do documentário Antes & Depois produzido pela e-brand.
A idéia da apresentação foi elencar dez paradigmas mencionados diretamente ou indiretamente no documentário e fomentar discussões sobre a relação das pessoas com a tecnologia.
O debate foi muito produtivo, abordando questões desde ética, moral e legislação até traição virtual e teorias sobre aprendizagem.
Agradeço ao Prof. Renato Heitor pelo convite e espero que a discussão não pare por ali.
A segunda edição do Interfaces, que contará com a presença da equipe da Interama, será realizada excepcionalmente na próxima terça-feira dia 27 de julho. Nossa intenção é manter os encontros nas últimas quintas-feiras do mês, mas aproveitaremos a presença extra de alunos que haverá na terça para aumentar o quorum do bate-papo.
Projeto Interfaces – Diálogos com o Mercado Capixaba Interama – Design de Games
Terça-feira, 27 de julho a partir das 18h30
Cemuni IV – UFES
Transmissão online pelo Ustream
Nas duas próxihttp://www.nicvix.com/blog/wp-admin/post.php?post=88&action=edit&message=1mas quartas-feiras abordaremos questões relativas à elaboração de pesquisas:
Dia 21
Günther, H. (2004). Como elaborar um relato de pesquisa. (Série: Planejamento de Pesquisa nas Ciências Sociais, N° 02). Brasília, DF: UnB, Laboratório de Psicologia Ambiental. http://www.unb.br/ip/lpa/pdf/02Sugestoes.pdf
Dia 28 Günther, H. (2003). Como elaborar um questionário. (Série: Planejamento de Pesquisa nas Ciências Sociai, N° 01). Brasília, DF: UnB, Laboratório de Psicologia Ambiental. http://www.unb.br/ip/lpa/pdf/01Questionario.pdf
Os horários das transmissões ainda não estão definidos. Divulgaremos no Twitter.