Construindo portfólio com Game Maker
Data: September 16th, 2011 | Autor: Joyce CarmoA turma de Marketing e Design no período de 2011/2 teve como tarefa entre os meses de agosto e setembro desenvolver o portfólio pessoal de design em versão digital e impressa. O aluno deveria adotar uma como principal, desenvolvê-la e posteriormente adaptá-la para o outro suporte. Acredito que há alguns períodos tenho descoberto minha inclinação ao desenvolvimento de mídias digitais, e portanto me posicionei dessa maneira, fazendo do portfólio digital meu principal suporte.
Foi uma odisséia começar o desenvolvimento. Primeiramente quis fazer em Processing, mas percebi que talvez fosse um projeto muito ousado pro meu conhecimento básico e o período tão curto de um mês. Fui aconselhada a desenvolver em Scratch, que tem uma linguagem bem mais visual e prática, mas o tamanho da tela que gera o aplicativo não me parecia muito atraente pra exibição de um portfólio. Foi então que o Hugo me deu a idéia mirabolante de criar com a engine do Game Maker. Um portfólio com salas, nas quais um personagem iria andando e visualizando os trabalhos realizados.
“Faça como a metáfora do explorador mesmo!”, foi o que disse o Hugo. E lá fui eu, procurando sprites com vista superior (estilo Zelda, Secret of Mana e Chrono Trigger), mas não encontrava nada que não fosse tão medieval ou feinho. Conhecia já um sprite maker chamado Banned Story, uma mega database de sprites do jogo Maple Story no qual é possível criar bonecos, baixar todas suas animações, monstros e elementos de mapa, bem como tilesets. Criei meu bonequinho lá (que era pra ser como um avatar meu, embora todos achem, que ficou a cara da Nane), e comecei a procurar inspiração pro que podia ser minha casa com meus trabalhos.
Com uma pastinha carregada de sprites no meu computador, ia dar início à programação da minha engine, mas antes de dar esse passo, achei melhor pensar em como esse jogo ia parecer visualmente. Fui então pro Photoshop, e elaborei em um arquivo 800 x 600, disposto em um grid de 20 x 20 pixels, todas as telas “jogáveis” do meu portfólio.
A partir disso fui pro Game Maker e comecei a pensar como isso iria se comportar. O boneco só anda pra esquerda e direita, interage com os objetos com a seta pra cima, e pra quem não tiver paciência de mover o avatar, existe também a possibilidade de interagir com tudo pelo mouse. Sendo assim, a programação do jogo é um tanto básica, com apenas 4 animações diferentes pro avatar (parado e andando pra esquerda e direita). O que me exigiu maior atenção foi a quantidade de objetos interativos que precisaria ter. Todo o cenário, composto no Photoshop, são apenas máscaras. A interação mesmo acontece com objetos invisíveis no Game Maker, posicionados sobre as máscaras do cenário.
Cada sessão do meu portfólio teria uma quantidade de trabalhos, que a princípio eram representadas por números na parede. Algumas pessoas me alertaram que talvez fosse melhor substituir os números por uma prévia dos trabalhos. “Parece a porta dos desesperados!”, o Hugo disse! Então solucionei mudando os números por posteres.
O último passo foi implementar uma room diferente pra cada trabalho realizado, com foto e descrição. Essa parte foi a mais complicada pra mim. Sou meio enrolada com essa coisa de diagramação, embora até goste. No fim das contas, depois de muito mexer, achei uma solução que me agradou, mesmo na resolução de 800 x 600.
Foi um trabalho bastante extenso, mas o fato de tê-lo feito em Game Maker foi super divertido e light. Se tem algo que aprecio fazer é manipulação e criação de imagem. Sentar, bolar algo no Photoshop, e depois ver funcional no Game Maker foi uma satisfação imensa!
O resultado dessa experiência está disponível pra download no endereço a seguir:
http://joyce-carmo.blogspot.com/2011/01/portfolio-de-design.html
Até a próxima!
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