Ferramentas educacionais online – Google

Data: May 8th, 2011 | Autor:

Em dezembro para participar do SIMPAV – Simpósio de Apendizagem em Ambientes Virtuais, escrevi um artigo sobre ferramentas online do Google.

A pergunta que me motivou a pesquisar e escrever sobre o assunto foi “O que o Google representa para educação?!”

A minha pergunta foi respondida. Ele não é somente uma ferramenta que auxilia a difusão da internet. Quando olhamos com olhos de educadores, conseguimos ver ferramentas de aprendizagem em suas Labs e uma maneira palpável de inclusão de novos conhecimentos nos currículos escolares.

Vivenciamos uma mudança de paradigmas sobre a forma de se relacionar com o aluno. Deixamos no século XX a educação bancária, deixamos de depositar informações, impedindo a troca, baseando o ensino só no ato de ensinar e não no processo de aprender (Paulo Freire – Psicologia da Autonomia). Acredito que a educação do século XXI deva ser pautada na mediação, e que o professor seja uma ferramenta facilitadora do aprendizado, que potencialize a capacidade de seus alunos (Vygotsky – Formação Social da Mente).

A concorrência entre o giz e os aparatos tecnológicos, muito mais atraentes, Internet, HDTV, XBOX 360, MP10, iPhone, iPad, iPod, todos esses equipamentos deixam de ser concorrentes e passam a ganhar a atenção do aluno, e isso não deve ser encarado como um problema e sim como um sinal de que o giz, as transparências e projeções não bastam para esses novos alunos que vivem em um novo contexto mundial. As escolas precisam se adequar a essa nova demanda, pois elas ainda são escolas, estão inseridas dentro de bairros, que fazem parte de cidades, que estão localizadas em estados que pertencem a um país. O nome desse país é Brasil e ele é o que mais utiliza a rede social Orkut no mundo, isso quer dizer que o acesso a internet existe.

Não devemos ignorar esta realidade e muito menos questionar essa navegação nas redes sociais, precisamos aprender a utilizá-las. Encontrei no Google um grande parceiro, não de  inclusão de “internet” nas escolas, mas sim de tecnologia e informação.

Para não termos problemas com o idioma (algumas ferramentas são em inglês), aconselho que utilizem o Google Chrome que possui um tradutor de páginas de fácil utilização.

Selecionei algumas Labs “educacionais” e algumas aplicações em sala de aula.

Google Maps

Todos já ouvimos falar do Google Maps. De uma forma ou de outra, a imagem daquele mapinha cheio de nomes de ruas já foi parar em suas mãos, seja pela internet ou folhetos publicitários que utilizam a sua imagem estática.

O Google Maps é ideal para aulas de Geografia, História, Matemática, Artes e onde a sua imaginação permitir, nele podemos percorrer o mapa mundi com cliques, visualizar nome de ruas de lugares em todo o mundo.

Coordenadas geográficas, cidades próximas, oceanos que banham os continentes. Já na História, as distâncias percorridas, a visualização das cidades que foram invadidas. Em Matemática podemos utilizar as distâncias e pensar em rotas menores utilizando os sistemas de medidas. A utilização em Artes seria mostrando o berço dos grandes artistas, localização de museus.

Essas são as aplicações mais simples que penso quando olho o Google Maps.

Google trends

É uma ferramenta para visualização de dados de pesquisas mundiais. Ela permite que você digite até cinco itens e o resultado é em forma gráfica, com a freqüência que estes dados tem sido pesquisados no Google ao redor do mundo. Ele também detalha as cidades e países em que esses itens foram pesquisados.

Acredito que essa ferramenta é um complemento de informações. Nela podemos traçar as preocupações sociais de determinado tempo. Pensar no poder da mídia e suas influências, ensinar a análise e leitura de gráficos.

Um exemplo que me vem em mente foi a minha pesquisa sobre a Dengue na qual aparece claramente que nos inícios dos anos é uma palavra mais pesquisada, podemos atribuir ao verão, às chuvas, ou que a população, só se  preocupa nestas épocas de pico, e que a mídia só noticia nestes momentos. A informação deve ser utilizada para modificar realidades e contribuir para uma sociedade Pró ativa e não Pós Doente.

Google Acadêmico

Todo profissional da área da educação precisa de referências e está ferramenta foi desenvolvida para pesquisas em artigos, jornais, resumos e outras publicações acadêmicas. Uma excelente referência para ser passado para os alunos. Costumamos atribuir a rede a culpa de ter conteúdos perigosos para os alunos. Sendo assim precisamos apresentar a eles novos caminhos para a navegação ser proveitosa e baseada em dados confiáveis.

Google Similar Images

Qual Professor nunca precisou de mais de um ângulo de determinada imagem?! Qual aluno nunca precisou de mais imagens de um mesmo assunto ou local?!

Está ferramenta do Google faz uma pesquisa de imagens não por palavras e sim por imagens semelhantes. De forma rápida e fácil, em poucos cliques se consegue inúmeros ângulos e imagens de um mesmo local ou assunto.

Google docs

Imagine um Office colaborativo, com edições em tempo real, em que textos podem ser feitos e acessados simultâneamente, onde planilhas podem ser construídas em conjunto, e apresentações de slides compartilhados, formulários criados e divulgados em tempo real. Pois bem, o Google já imaginou e criou. Trata-se de uma ferramenta inteiramente gratuita, em que podemos alterar e alimentar dados em tempo real, pois os dados ficam online, não ficando restrita à máquina/ ao computador e sim disponível para todos que tenham a permissão de acesso. Acredito que essa seja a revolução do tradicional “trabalho em grupo” e também acredito que isso faça a diferença nas salas de aula.

Navegar é preciso.

Corrigido por Isabela e Mariane.


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SputNIC 2011 #2

Data: February 9th, 2011 | Autor:

Retomando nossos encontros de estudos semanais, amanhã será apresentado e discutido o capítulo 7 do livro Uma introdução à Vygotsky.

As reuniões acontecem todas as quinta-feiras, às 10h30h, no Cemuni IV e são abertas ao público e transmitidas aqui.
Capítulo 7 “Como superar a encapsulação da aprendizagem escolar”
(clique com o botão direito para salvar link como)

O link de acesso continua o mesmo, mas você pode assistir abaixo (a partir das 10:30): tivemos problemas com o plugin do flash e não conseguimos transmitir. Desculpas a todos que estavam ligados à transmissão. Voltamos quinta que vem (24/02) com tudo certo pra transmitir.


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Procura-se: Desenvolvedores para projeto de pesquisa

Data: December 27th, 2010 | Autor:

Estamos procurando dois desenvolvedores para atuarem em projeto de pesquisa a ser realizado pelo NIC com fomento CAPES/UAB em 2011.

Perfil desejado:

  • Experiência em desenvolvimento web: PHP, MySQL, Javascript, CSS, HTML, Actionscript;
  • Conhecimentos sobre gestão de sistemas online em plataformas Linux com Apache;
  • Graduado em Ciência da Computação, Engenharia da Computação, Sistemas de Informação ou área afim.

Importante: o candidato deve preencher pelo menos um dos dois pré-requisitos a seguir:

  • Um ano de docência no ensino superior OU
  • Pós-graduação em andamento ou concluída

Valor da bolsa: R$ 1.100,00 / Vigência: 12 meses / Carga horária: 20h semanais

Os interessados devem entrar em contato pelo e-mail contato@nicvix.com. Previsão do início do trabalho: Fevereiro/2011.


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Learning to Change. Changing to Learn

Data: October 19th, 2010 | Autor:

A qualidade não é das melhores, mas tem legenda :)

O original está aqui. (Fonte: Pearson Foundation)


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Interfaces#4: O uso da TV na Educação

Data: September 16th, 2010 | Autor:

Apenas os inscritos receberão certificado.


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Vygotsky e o aprendizado

Data: August 22nd, 2010 | Autor:

Quinta passada, na aula de Design Computacional, nosso grupo apresentou o que pensa Vygotsky a respeito do aprendizado e desenvolvimento do ser humano. Lemos um texto da profa. Marta Kohl de Oliveira, autoridade no assunto, e apresentamos para a turma.

Taí abaixo o que apresentamos. No blog do nosso grupo tem muito mais (e vídeos!) mostrando o processo, com a profa. Marta falando sobre isso também.


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NIC Aberto e LDA

Data: July 18th, 2010 | Autor:

No melhor estilo Computer Club House, a disciplina de Tópicos Especiais em Design – Design Computacional do semestre 2010/2 na Ufes será realizada numa proposta aberta e colaborativa. Utilizaremos o SuperLogo e o Scratch para desenvolver objetos de aprendizagem e projetos de computação gráfica, dando início às atividades do Laboratório de Design para a Aprendizagem – LDA.

Todo o conteúdo da disciplina já foi lançado num Moodle exclusivo do NIC e todos os seminários, projetos e produtos finais serão compartilhados. Cada aluno manterá um blog com seus progressos na disciplina e os projetos desenvolvidos, incluindo códigos-fonte.

A partir do dia 05 de agosto publicaremos o código de inscrição da disciplina, para que todos possam acompanhar os projetos. A seguir disponibilizamos as demais informações da optativa:

Tópicos Especiais em Design – Design Computacional
Quinta-feira, das 14 às 18h – Cemuni IV

Ementa
Introdução às teorias psicogenéticas de Jean Piaget, Lev Vygotsky e Seymour Papert. Design Computacional: conceitos e aplicações em contextos de aprendizagem. Lógica de programação básica. Desenvolvimento de objetos de aprendizagem na perspectiva construcionista.

Programa

  1. O construtivismo de Jean Piaget
  2. A psicologia sócio-histórica de Lev Vygotsky
  3. O construcionismo de Seymour Papert e os usos do design e educação na escola
  4. Design e computação: computação gráfica, design computacional, design instrucional, construcionismo
  5. Lógica de programação: SuperLogo, Scratch
  6. Desenvolvimento de objetos de aprendizagem na perspectiva do construcionismo

Bibliografia

Oliveira, M. K. (2009). Desenvolvimento e aprendizado. In Vygotsky: aprendizado e desenvolvimento um processo sócio-histórico. São Paulo: Scipione. (pp. 57-81).

Papert, S. (1994). Instrucionismo versus Construcionismo. In A Máquina das Crianças. Porto Alegre: Artes Médicas. (pp. 123-138).

Piaget, J. (1972). Development and learning. In Lavattelly, C. S. and Stendler, F. Reading in child behavior and development. New York: Hartcourt Brace Janovich. (Tradução para fins didáticos de Slomp, P. F.).

_______. (2010). Gênese e estrutura na psicologia da inteligência. In Seis estudos de Psicologia 24ª ed. Rio de Janeiro: Forense Universitária. (pp. 121-132).

Resnick, M., Maloney, J., Monroy-Hernández, A., Rusk, N., Eastmond, E., Brennan, K., Millner, A., Rosenbaum, E., Silver, J., Silverman, B., & Kafai, Y. (2009). Scratch: Programming for All. Communications of the ACM. vol.52, n.11, November 2009.

Rusk, N., Resnick, M., & Cooke, S. (2009). Origins and Guiding Principles of the Computer Clubhouse. In Kafai, Y., Peppler, K., and Chapman, R. (eds.), The Computer Clubhouse: Constructionism and Creativity in Youth Communities. Teachers College Press.


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TEDx SP: Educação

Data: July 10th, 2010 | Autor:

Novo semestre a caminho, hora de repensar práticas e respirar novas idéias. É sempre bom encontrar pessoas com pensamento nômade, agindo por linhas de fuga em direção a singularidades realmente criativas e inovadoras.

É por professores assim que resolvi ser professor. Mais do que isso: por professores assim que acredito que a aprendizagem do design pode provocar mudanças.

E sem sombra de dúvidas, não acredito nos modelos em uso. Precisamos de novos métodos, novas escolas, novas aprendizagens.

Dormi aluno, acordei professor. Sem estudar, sem técnica, por osmose. Só agora, como pesquisador, descobri a vida de pessoas que se dedicaram a investigar esse fenômeno espetacular que é a aprendizagem.

Sempre achei que educação é coisa séria. Mas resolvi que neste semestre vou pensar nisso pra valer, indo além da expertise dos meus oito anos de sala de aula.

Quantos designers e professores realmente projetam suas aulas? O quanto sabemos das teorias e práticas da inteligência humana e o quanto entendemos os processos de desenvolvimento dos nossos alunos? O quanto nossas avaliações avaliam? Melhor: o que fazemos depois de avaliarmos?

Até que ponto um programa de disciplina bem estruturado reverbera no mercado de trabalho, nas convicções dos alunos, nas dinâmicas que delimitam a atuação desses designers que buscam, na Universidade, algum diferencial por sua formação.

Olá 2010/2, o LDA te espera.


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