Nossa metodologia de projeto, disponível para download gratuitamente. Temos versões impressas que podem ser adquiridas por um valor simbólico, relativo aos custos de impressão, acabamento e postagem.
Na última quarta-feira, dia 16 de junho, começamos o SputNIC – Grupo de Estudos em Design. A idéia é discutir semanalmente textos fundamentais da área que estejam diretamente ou indiretamente relacionados com as atividades do NIC: metodologias, teorias sociais, técnicas de pesquisa, estatística, matemática, música, computadores…
Embora a participação no grupo seja aberta, solicitamos que quem quiser participar dos encontros avise pelo e-mail ou Twitter do NIC para podermos calcular o espaço necessário (nossa sala atual tem pouco mais de 3m^2). A participação não implica em leitura e apresentação de textos, a menos que o convidado deseje contribuir com algum material. Situações como essas precisam ser combinadas antes.
Quem não tiver tempo de participar, poderá acompanhar os podcasts das discussões e poderá tirar cópias dos textos usados em cada encontro. Colocaremos uma pasta na Xerox do Centro de Vivências entitulada SputNIC.
O tema da primeira quarta-feira foi uma introdução às metodologias de projeto, com os textos:
LOBACH, Bernd (2000). Design Industrial: Bases para a Configuração de Produtos Industriais. São Paulo: Edgard Blucher. (Capítulos 3, 4 e 8 )
PACHECO, H. .S. (1996). O Design e o Aprendizado – Barraca: Quando o Design Social deságua no Desenho Coletivo. Dissertação de Mestrado apresentada ao Departamento de Artes e Design da PUC-Rio. (Pág. 102-105)
IIDA, Itiro (1998). Evolução das Metodologias de Projeto. Anais do P&D Design 98. v.1, p.382-388.
A programação do restante de Junho será:
Dia 23, 18h: Design e Sustentabilidade
BONSIEPE, G. (1997). As sete colunas do Design in Design: do Material ao Digital. Florianópolis: FIESC/IEL.
MANZINI, E. & VEZZOLI, C. (2008). O Desenvolvimento de Produtos Sustentáveis. São Paulo: EdUsp. (Capítulo 2)
PAPANEK, V. (1998). Criar para um futuro mais seguro in Arquitectura e Design. Lisboa: Edições 70.
Dia 30, 18h: Simplicidade
MAEDA, John (2007). As leis da simplicidade. Ribeirão Preto: Novo Conceito.
Na pasta também reproduzimos a dinâmica dos grupos de discussão, que deverá ser seguida por todos os participantes:
Toda quarta-feira teremos um ou mais textos para discutir, dependendo do tamanho deles.
Cada membro do grupo ficará responsável por uma parte do texto ou por um texto inteiro, apresentando rapidamente o conteúdo em até em 10min.
Cada um deverá elaborar um roteiro por escrito das coisas que vai apresentar. Esse roteiro precisa necessariamente caber em um post-it.
Além do roteiro, cada participante fará outro post-it que relacione os textos lidos com cada um dos projetos em andamento.
Não vale disfarçar um A4 de post-it. Aplicar a filosofia Twitter para selecionar os pontos centrais do texto.
Quando as apresentações acabarem, poderemos bater papo sobre os textos livremente, mas a dinâmica do conteúdo precisa caber em 1h.
O grupo começará suas atividades após a chegada de todos os membros NIC e a dinâmica será encerrada religiosamente 1h depois.
Também podemos combinar a participação pelo e-mail contato arroba nicvix ponto com.
“Every one of us can send emails on Sunday night, but how many of us know how to go to the movies on Monday afternoon? If you don’t know how to go to the movies from 2 to 4, you’re in trouble because you’ve just taken on something that unbalances life, but you haven’t rebalanced it with something else.”
Um dos principais motivadores para o NIC criar um blog é a idéia de mantermos a produção do grupo aberta, disponível e compartilhada. Os membros do Núcleo publicarão, cada um a seu modo e a seu tempo, posts relativos às suas pesquisas e projetos em desenvolvimento.
Como orientador do Núcleo, a minha proposta para o blog é discutir mensalmente conceitos gerais que conectam as demais pesquisas e discussões. Resolvi batizar a série inicial de Cartas para Jakob, numa proposta de refazer o percurso conceitual em torno das regras de ouro da usabilidade, principalmente por meio da figura do Jakob Nielsen. Essa figura, diga-se de passagem, é onipresente em cinco de cada cinco trabalhos de conclusão de curso que sou convidado a participar da banca. É literalmente o Jakob da Ilha da Usabilidade.
A idéia não é questionar nem muito menos atacar o guru, mas discutir (e desenvolver) suas recomendações na perspectiva das psicologias cognitiva e experimental, minhas principais áreas de interesse no doutorado. Eu comecei a estudar a usabilidade pelos textos do Nielsen e conheci o design centrado no usuário pelo Donald Norman, sócio dele. Na verdade, o Norman despertou meu interesse pela psicologia.
Como todo autor sério e de produção ampla, o Nielsen leva a culpa (injustamente) por muitas atrocidades metodológicas cometidas por designers e engenheiros que investigam a interação humano-computador. Pretendo articular os textos clássicos dele com autores mais recentes e propor métodos de investigação para o dia-a-dia, quando nem sempre é possível usar eyetracking ou ter um laboratório de usabilidade no quarto dos fundos.
O primeiro post será: Como assim testar com cinco usuários?